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"É uma benção, um alívio" diz família de Giriri após condenação

Samuel Cintra 13/03/2018 09:30

Após quase duas décadas de espera, finalmente uma decisão que trouxe um pouco de conforto para a família do ex-prefeito, Gilberto Soares dos Santos – o Giriri - morto com 11 tiros em 10 de outubro de 1998.

Foram quase 10 horas de julgamento até a sentença decretada para o mandante do crime, Sérgio Augusto de Freitas – o Serginho – que na época do homicídio era vice-prefeito e assumiu o cargo em Igarapava. Ele foi condenado a 30 anos de prisão em regime fechado.

“Olha embora a gente sempre ache pouco, é uma benção e um alívio”  disse a mulher da vítima, Marilaine Batista.

Marilaine Batista, viúva de Giriri desabafou após julgamento/ Foto: Samuel Cintra

A sessão foi marcada por muitos depoimentos, entre eles, familiares da vítima e até um dos acusados de envolvimento na morte. Admilson dos Santos chegou a ficar sete anos preso, hoje em liberdade, esteve no Fórum de Franca e diante do juiz confirmou que a morte foi planejada por Sérgio.

Além dele pelo menos mais quatro pessoas, entre elas, dois menores de idade foram condenados pelo assassinato. Sérgio era o único que ainda não havia sido julgado.

Rubiana Maria Custódio da Silva, advogada e filha de Giriri participou do julgamento como assistente de acusação e comentou a decisão tomada pela Justiça. Veja abaixo.

O irmão de Giriri, Marcelo dos Santos, também acompanhou todo o julgamento e após o resultado disse que saiu com sentimento de Justiça.

“É muito temo de luta gente, vocês não imaginam quantas noites nós ficamos sem dormir. Quantas vezes nós nos reunimos para chorar. E agora saio daqui aliviado” desabafou Santos. 

Marcelo dos Santos, irmão de Giriri, comemorou a condenação do mandante do crime / Foto: Samuel Cintra 

Sérgio Augusto de Freitas contou com um dos melhores criminalistas em sua defesa, mas isso não impediu a condenação. Sergei Cobra Arbex disse que vai recorrer da decisão. 

"A defesa se esforçou, ficou evidente que não existe provas contra o Sérgio, 19 anos depois sem nenhuma prova, condenar uma pessoa, a defesa vai recorrer" disse o advogado. 

Sergei Cobra Abex, advogado diz que vai recorrer da decisão/ Foto: Samuel Cintra

O julgamento foi presidido pelo juiz, Lúcio Alberto Enéas da Silva Ferreira e acusação foi feita pelo promotor, Adriano Mellega.

Sérgio deve ser encaminhado ao presídio de Tremenbé onde está preso preventivamente desde a realização da Operação Pândega. Ele também responde outros três processos por envolvimento em desvio de verbas, corrupção e lavagem de dinheiro.


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