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Filho acusa UPA de negligência após morte da mãe e suspeita de H1N1

Thiago Garcia 13/06/2018 16:58

A morte de Ezia Piai Ferreira continua sendo um mistério e tem causado revolta aos familiares, em Franca (SP). Marido, filhos, netos e amigos participaram do sepultamento da mulher, de 56 anos ocorrido na tarde de hoje (13), no cemitério Santo Agostinho.

De acordo com o filho, Vanderlei Aparecido Ferreira, a mãe apresentava um quadro de tosse contínua há pouco mais de dois meses e passou por atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no Jardim Anitta, mas foi liberada para casa. “O atendimento era simplesmente dar ‘xaropinho’ para acabar com a tosse, mas na realidade o problema da minha mãe era muito mais grave”, disse.

Mulher estava com pneumonia, mas o diagnóstico veio tarde

Vanderlei ainda explicou que no último domingo (10), Ezia procurou novamente a UPA e pediu para ser internada, mas teve que retornar sem saber o que estava acontecendo com ela. “Minha mãe implorou para ser internada, chegou em casa chorando...Na segunda-feira (11) ela teve uma crise de falta de ar pela manhã, foi quando procurei na internet um pneumologista e após a consulta ele pediu para internar ela imediatamente, pois o estado dela era gravíssimo e estava com um quadro de pneumonia muito forte”, explicou.

Assim, Ezia foi levada para o pronto-socorro “Álvaro Azzuz” e encaminhada para a Santa Casa de Franca, onde foi internada e posteriormente transferida para o Hospital do Coração, onde não resistiu.

A família acusa negligência médica nos atendimentos e acreditam que a mulher possa ser mais uma vítima do vírus H1N1 na cidade. “Aí já era tarde demais, pois o quadro de pneumonia dela já estava muito evoluído... Infelizmente minha mãe veio a óbito. Eu tenho certeza que foi falta de um bom atendimento na UPA”, desabafou o filho em entrevista ao repórter Thiago Garcia, pela Rádio Imperador e Pop Mundi.

Ouça abaixo:

Moradora no Residencial Jacinto Neri, Edna veio a falecer por volta das 2h desta terça-feira (13), em decorrência de pneumonia, insuficiência respiratória e síndrome gripal, conforme registrado na certidão de óbito.

Para a irmã Angelina Piai Saldanha, a família está inconformada com o que aconteceu. “Não fizeram nada para socorrer ela. Se eles tivessem mais responsabilidade, não teria acontecido o que levou minha irmã a morte e a gente não estaríamos passando por esse sofrimento”, reclamou.

Ainda segundo o filho da paciente, o falecimento da mãe deve servir de alerta para outras pessoas que buscam por amparo médico na rede pública de saúde. “A Secretaria de Saúde está deixando a desejar em relação às pessoas que necessitam desse atendimento. São vidas que estão em jogo, hoje nós estamos enterrando a nossa mãe, ela deixou quatro filhos, um esposo e amanhã, quem será? Isso que nos deixa indignados”, questionou Vanderlei.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Saúde que encaminhou o caso para a Coordenadoria de Planejamento e Controle de Serviços de Saúde que até o momento não se pronunciou sobre o assunto.   


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