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DIG cria setor de crimes cibernéticos e apura 8 casos em Franca

Samuel Cintra 08/07/2018 09:00

Em tempos onde quase todo mundo utiliza redes sociais, smartphones e computadores para se informar, trabalhar e se divertir,  a situação não poderia ser diferente para os bandidos que também aproveitam dessas ferramentas para cometer crimes.

Mas para aqueles que acham que estão “escondidos” atrás de um teclado, o recado é bem claro, cuidado porque as autoridades estão preparadas para identificar qualquer tipo de delito. O cibercrime é o nome dado para a atitude ilícita que envolva qualquer prática como invasão, disseminação de vírus, roubo de dados, falsidade ideológica, acesso as informações confidenciais e tantos outros.

E de olho nesse tipo de crime, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) implantou um setor específico para identificar e esclarecer casos que foram denunciados e que estão em investigação. Dois agentes foram capacitados em cursos oferecidos pela Secretária de Segurança Pública e contam com equipamentos que auxiliam na apuração de crimes virtuais.

Márcio Murari, é o responsável pela Delegacia de Investigações Gerais / Foto: Arquivo

“Nós já temos pelo menos quatro investigações de pessoas que invadiram o Facebook de outras para cometer crimes, pessoas que utilizaram a internet para cometer crimes de pedofilia nós temos de 4 a 5 investigações” explicou o delegado, Márcio Garcia Murari.

Além das técnicas que são oferecidas nos cursos de especialização, os policiais contam com os próprios gestores de sites, hospedagens, administradores que utilizam ferramentas de bloqueio e segurança para evitar a ação de criminosos.

“Google e o Facebook atuam junto à Polícia Civil passando informações preciosas que nós temos conseguido identificar pessoas que não só praticaram crimes de pedofilia, mas outros crimes” acrescentou o delegado.

Outra situação que é bastante comum e que serve de alerta para qualquer usuário é com relação aos cuidados que se deve ter na hora de comprar ou vender qualquer produto pela internet. 

Os anúncios feitos em páginas e ou grupos podem significar uma grande dor de cabeça, é que geralmente esse é o caminho encontrado por suspeitos para comercializar produtos roubados e ou furtados.

“Todo aquele produto que chega muito barato, sem nota de origem, certamente é de roubo ou furto. Então quem comprar saberá que pode responder por um processo receptação” alertou Murari.

No caso de comerciantes, por exemplo, que adquirem celulares e outros produtos relacionados à atividade do estabelecimento podem ser indiciados por receptação qualificada, cujo o crime, é inafiançável e a pena é de até 8 anos de prisão.

Os detalhes e as orientações foram passados durante entrevista exclusiva ao repórter Samuel Cintra pela Rádio Imperador e o portal Pop Mundi.

Ouça a entrevista:

 Os dados das ocorrências em apuração foram mantidos em sigilo para não atrapalhar nas investigações. A Polícia Civil ainda reforça a importância das denúncias anônimas pelo 181. 


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