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Impasse político atrasa pagamento de servidores em Restinga

Redação Pop Mundi 10/12/2019 18:44

Um impasse político está provocando o atraso no pagamento dos salários dos 300 servidores públicos de Restinga (SP). Os valores deveriam ter sido depositados na última sexta-feira (6) referente ao pagamento de novembro e o décimo terceiro salário dos trabalhadores.

O que mais chama a atenção e gera polêmica é que o dinheiro está na conta somando um total de R$ 1.645.139,17, mas para que os depósitos sejam feitos a Prefeitura depende da autorização da Câmara Municipal.

O projeto de lei 44 de autoria do prefeito Amarildo Nascimento foi enviado ao legislativo no dia 27 de novembro, mas não foi votado. O documento prevê a suplementação por anulação de verbas.

Em entrevista ao apresentador Marcelo Valim pela Rádio Imperador e portal Pop Mundi, o prefeito Amarildo Nascimento, explicou que “chega ao final do ano aquelas dotações orçamentárias que o executivo não usou, faz a anulação e suplementa as fichas de pagamento para os servidores”.

Pagamento dos servidores depende da aprovação de projeto por vereadores / Foto: Reprodução 

Um pedido de vista chegou a ser feito e emendas foram protocoladas ao projeto por alguns vereadores. Nesta terça-feira (10) uma sessão extraordinária foi convocada para análise, mas não foi possível por falta de quórum, ou seja, número suficiente de parlamentares para a votação.

O prefeito ainda acrescentou “o vereador tem direito de pedir vista e tirar informação com o prefeito. Eu estou aberto e a disposição de qualquer vereador para qualquer dúvida”.

Ouça a entrevista:

O presidente da Câmara Municipal, Cleiton Cândido da Silva (PHS), também concedeu entrevista ao Programa Patrulha da Cidade e disse que “a emenda colocada no projeto é inconstitucional porque é ato do executivo direcionar esses pagamentos, não é ato do vereador, ato do vereador é fiscalizar”.

O parlamentar ainda acrescentou que “tem o regimento interno para seguir, não sou eu vereador Cleiton que está falando que não pode, eu sigo regimento e respondo por isso, não é de competência do vereador fazer essa emenda”.

Ouça a entrevista:

Mais polêmica

Outra proposta apresentada pelo prefeito Amarildo Nascimento que também não foi votada pelo legislativo se refere ao projeto 45 protocolado no dia 27 de novembro para análise em urgência para abertura de crédito suplementar no orçamento da cidade para recebimento de R$ 434.343.27 com recursos provenientes da repartição da cessão onerosa advindos do Leilão do Pré-Sal. O presidente da Câmara explicou que “a Câmara tem que autorizar o prefeito uma conta para receber o dinheiro”.

Os vereadores não foram encontrados pela reportagem para falar sobre os assuntos. Os dois projetos voltam a ser colocados em discussão em uma nova sessão extraordinária nesta quarta-feira (11) a partir das 11h na Câmara Municipal de Restinga.


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