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Grande SP terá isolamento mais leve e interior do estado, mais rígido

Redação Pop Mundi 10/06/2020 16:10

A Grande São Paulo avançou no sistema de faseamento da retomada econômica do estado de São Paulo enquanto o interior regrediu, anunciou o governo do estado nesta quarta-feira (10), conforme o R7 antecipou. A cidade de São Paulo manteve a primeira classificação, em vigor desde o dia 1º de junho.

A nova fase da retomada econômica valerá entre os dias 15 e 28 de junho. Será o quinto período de quarentena adotado pelo estado. Antes classificada na fase 1, vermelha, toda a Grande São Paulo passa para a fase 2, laranja, em que já estava a capital.

De acordo com o governo estadual, houve na região metropolitana um avanço na capacidade hospitalar de 40%, com a liberação de 304 novos leitos de UTI e uma ocupação abaixo de 80%. A Baixada Santista e o Vale do Ribeira, antes na fase 1, vermelha, também avançaram para a fase 2, laranja.

Por outro lado, no interior, passam para a fase 1, vermelha, as regiões de Barretos e Presidente Prudente (antes classificadas na fase 3, amarela) e também a região de Ribeirão Preto (anteriormente classificada na fase 2, laranja). 

Na região de Barretos, as internações aumentaram 93% e o número de mortes duplicou. Em Presidente Prudente, houve aumento de 60% nas  internações e de 50% nas mortes. Em Ribeirão Preto, o crescimento foi de 51% de casos e o número de óbitos também dobrou.

As demais regiões que estavam classificadas na fase 3, amarela, passam para a fase 2, laranja: Marília, Bauru, Araraquara e São José do Rio Preto. "Estamos conseguindo ter em São Paulo o mesmo resultado que foi observado em outros países. A doença se espalha a partir da cidade, avançou para a Grande São Paulo e depois para o interior. Isso vai se refletindo nos indicadores do Plano São Paulo", detalhou o coordenador do Comitê de Contingência do Coronavírus, Carlos Carvalho.

A reclassificação acontece a cada 14 dias, com objetivo de evitar que o aumento da circulação de pessoas piore o cenário da pandemia do novo coronavírus no estado. Regredir ou avançar dependem de dois fatores ligados à capacidade do sistema de saúde e três relacionados à evolução da epidemia.

Em relação ao sistema de saúde, são considerados a taxa de ocupação de leitos de UTI e o número leitos de UTI por 100 mil habitantes. Em relação à evolução da epidemia, observam-se novos casos nos últimos sete dias, novas internações (por covid-19 ou síndrome respiratória aguda-grave nos últimos sete dias) e o número de óbitos por covid-19 nos últimos sete dias.

Em todo o estado, nesta quarta-feira, há 156.316 casos confirmados e 9.862 mortes. A taxa de ocupação de leitos de UTI é de 69,1% no estado e de 76,6% na Grande São Paulo.

A coordenadora do Conselho Econômico, Ana Carla Abrão, afirmou que "o gradualismo permite uma retomada consciente" em todo o estado. "Não estamos falando de uma reabertura ampla e irrestrita, são fases que avançam e recuam.

 A transparência é fundamental, os indicadores são objetivos", disse. "O importante é o exercício de acionar as fases de forma adequada para responder e garantir a capacidade de tendimento em meio a pandemia. A pactuação com a sociedade também é muito importante. O plano contém todos os diálogos com a sociedade civil e setores econômicoa", detalhou a coordenadora.

Fases

A fase 1, de alerta máximo, é considerada uma etapa de contaminação, e só permite a liberação de serviços essenciais. A fase 2, de atenção, permite reabrir com restrições, escritórios, concessionárias, atividades imobiliárias, shopping centers e comércio.

A fase 3, de flexibilização, é controlada e permite retomar sem restrições atividades imobiliárias, concessionárias e escritórios e com restrições bares, restaurantes e similares, comércio, shopping centers e salões de beleza.

A fase 4 libera, com restrições, as academias. A fase 5, retoma todas as atividades sem restrições, inclusive teatros, cinemas, espaços públicos e eventos com aglomeração, como jogos de futebol. Nenhum município de São Paulo está enquadrado nestas duas fases.

O governo estabelece dois pré-requisitos para a flexibilização. O primeiro é a adesão aos protocolos de testagem. O outro é que os prefeitos devem apresentar, segundo o governo, "fundamentação científica para liberação que cite fatores locais relacionados ao município". A flexibilização deve ser feita por decreto por cada prefeito, observando também os planos de cada região determinada pelo Plano São Paulo.

Na primeira classificação, a Grande São Paulo foi considerada um único grupo. Porém, houve uma readequação e as 38 cidades, que reúnem juntas 22 milhões de habitantes passaram por nova divisão.

Desde o anúncio da reabertura, São Paulo registrou novo recorde de mortos e infectados pela covid-19. O governador João Doria, porém, afirmou que as taxas "não eram novidade" e que não existe risco de colapso no estado.

Na cidade de São Paulo, epicentro da doença no Estado e no Brasil, o comércio deve ser retomado até o dia 15 de junho. Desde o dia 1º de junho, prefeitura, associações comerciais e entidades do setor estão acertando os protocolos de saúde das operações.

Outras cidades, como Botucatu, Jundiaí, Hortolândia, Guaratinguetá, Ribeirão Preto, Piracicaba, São José do Rio Preto, Sorocaba, São José dos Campos, Santa Bárbara do Oeste, Taubaté e Valinhos já reabriram o comércio. Além das atividades comerciais, especialistas citam o transporte público como um dos possíveis vetores de contágio com a reabertura.

Fonte: portal R7 


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